sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

...Apenas um Criança...



Essa garota deu este depoimento em 1992, na famosa Eco 92 . Infelizmente pouca coisa mudou nesses 18 anos, e nos próximos 18? Sinto por talvez ter que repetir isto até que não haja mais volta...

Por Gustavo Nasciemento

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

ano novo!

20 poucos dias de ano novo...mas, tudo velho!

as mesmas perguntas, sem as mesmas respostas!

mas, enfim, não me lembro se já postei eles aqui, e lá vai...

Los Porongas, é uma das boas bandas dos anos 00



Enquanto uns dormem - Los Porongas

"Vou por atalhos
Se faço curva faço nó
Eu não tenho timão nem direção maior

Criando a talhos, a golpes de satisfação
Faço escultura em luz de lampião

Meu oriente é rente à televisão
Dos passos que passeiam no Japão

Menino, a lente é vidro de aumentar visão
E a mente é de alimento à solidão

Porque eu não quero ficar aqui
Enquanto uns dormem

Quero um balão pra poder subir
E avise que vou voltar se não cair

Fazendo um talho
A ponta de faca sem dó
Entrega ao punho sua direção

E assim me valho
De verbo ou de coisa melhor
E aceito a cicatriz como perdão

Deixa eu me explicar sem medo
Tão mais cedo quanto for
Assim não é preciso impressionar

Cale-me com um segredo
Que eu não possa ver a cor
Talvez seja mais fácil de acordar

Se eu não puder viajar
Me encontre aqui
Talvez eu vá me esconder em mim"

Por Gustavo Nascimento

domingo, 27 de dezembro de 2009

ahhh o Natall!

Tira tirada d'aqui

por Gustavo Nascimento

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Comumente critico?


Em meio a discussões acaloradas (e outras nem tanto) eu me peguei pensando novamente neste tema. Afinal o que é censo comum? Por que as pessoas temem tanto ser o tal censo comum? E o mais engraçado por que as que mais afirmam não fazerem parte do tal censo são as que com toda certeza pertencem ao mesmo?

Segundo um site especializado em censo comum (Wikipédia, a rainha do censo comum internetiano) o seu conceito significa o seguinte: a faculdade que a generalidade dos homens possui de raciocinar com acerto. Não é tão ruim quanto parece não?

Se realmente quiser uma opinião um pouco menos comum entre aqui

Bem, o mesmo site comum ainda diz que o conceito de censo crítico é: “a faculdade de apreciar e julgar com ponderação e inteligência”.

Os dois termos apresentam grafias parecidas, mas, significâncias totalmente diferentes
Censo comum significa julgar as coisas pela sua vivência, seus dogmas, tradições, conhecimentos do passado...enfim, tudo o que te trouxe até o ponto em que você se encontra em sua jornada é censo comum.

O fato de usar a palavra jornada para terminar a ultima frase faz parte do meu repertório cultural, que é exatamente tudo o que eu vivi, assisti, ouvi, debati e que só tem sentido dentro de uma determinada localidade. Com a globalização esses conhecimentos se difundem e definir o que é local ou não se torna mais difícil e em alguns aspectos simplesmente indivisível.
Mas, enfim esse repertório só tem sentido se compartilhado com pessoas com os mesmos repertórios ou repertórios em comum( ta aí uma junção esquizofrênica entre censo comum e estudos culturais) .

Isto não significa que ter repertório cultural é fazer parte do censo comum, mas, você só pode ter um censo crítico se compactuar com o censo comum, e não apenas olha-lo de fora, isso fará com que de fato não entenda os reais e intrínsecos significados do grupo.

Censo crítico é nada mais nada menos que ter o repertório, entende-lo, buscar referencias e analisá-lo e não somente fazer a analise baseando-se na sua trajetória, mas, pesquisar cada fato, cada acontecimento e aí sim, formar uma opinião em cima disso.
Isto não lhe isenta do censo comum, pois, a sua opinião surgiu de um, mas, te faz ter uma compreensão mais abrangente sobre o tal assunto em debate.

Um dos fatos mais recorrentes é o de pessoas que julgam o tal censo com tanta raiva e efemeridade que acabam por ser a mais pura essência do próprio censo. E isso se observa em várias partes da sociedade, de professores ultra-revolucionários a pessoas com pouca instrução, temem fazer parte do censo, e isso já faz delas o rpóprio.
Morrer de medo de fazer parte do censo comum é a primeira prova que o sujeito não tem censo critico.

Um fato

Um professor começa a discorrer sobre um assunto que o qual somente leu no jornal, assistiu uma entrevista e ouviu conversas no corredor. O mesmo não vivenciou o assunto, não pesquisou e se quer buscou fontes variadas sobre o mesmo. Que propriedade ele tem para fazer afirmações? Quais são os parâmetros? Julgar algo por julgar é censo comum! Julgar o próprio censo por julgar também.

Enfim, se quer opinar sobre qualquer coisa, leia, se informe, debata, converse, vivencie, crie, e depois disso tudo respeito a opinião alheia, aí está a diferença gigante entre os dois pensamentos.

Por Gustavo Nascimento

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Consciência Negra

No dia da Consciência Negra, eu não lembro de algo que não seja pre/conceito, e como já falei muito disso por aqui, vou postar umas fotos da famosa campanha da BENETTON, chamada "United Colors of Benetton" criada pelo polêmico Oliviero Toscani.
A campanha explorava esse lado impactante e real do preconceito

Aí vão algumas fotos!





Por Gustavo Nascimento

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Preciso de fárias!


Nessas horas percebo o quanto eu quero que as férias cheguem rapido!
Por Gustavo Nascimento

Tirinhas sensacionais tiradas daqui!

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Happy Hour


Estão todos assim, sentados, bebendo, falando alto e rápido, exaltados à um ponto semi-nostálgico, não não.. Um ponto bem nostálgico.
Estão todos lá, maldizendo o passado em alguns fragmentos de tempo, porém, segundos estão glorificando cada click que acaba de passar no relógio.
Entre credos, bebidas, raças, visões políticas e afins, estão todos lá.
Discutindo, filosofando, falando heresias, confessando estranhezas cotidianas, declamando erros, empobrecendo acertos e vivendo o agora.
O garçom chega com a conta. Eles fazem os cálculos, racham, pagam e se vão.
Entraram em seus carrões e imediatamente voltaram a pensar nos afazeres do amanhã. Nos problemas da semana. Nas contas do fim do mês.
Quando levantaram da mesa deixaram não somente o dinheiro, mas, um pedaço da tão estranha e desprezada liberdade da realidade de outrora. Voltaram a viver as batalhas, e anseiam até o próximo fim de expediente.

Por Gustavo Nascimento

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dias de Bukowski

Ultimamente só consigo enxergar o mundo como Bukowski fazia! e??


"Há sempre os que defendem os subnormais na sociedade porque não se dão conta de que os subnormais são subnormais. E a razão por que não se dão conta é que eles também são subnormais. Temos uma sociedade subnormal e é por isso que fazem o que fazem e fazem aos outros o que fazem. Mas é problema deles e eu não me importo, a não ser que eu tenha que viver com eles."

"Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as percentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável, mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos."

(Charles Bukowski)

Cansei de dizer isso!
Por Gilson Sanderes

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Racismo no Elevador!



Sim, nós percebemos!

Por Gilson Sanderes

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Atores

Mentir é a alma do negócio. É o ônus da prova. É a maneira como a sociedade moderna nos dita como conviver.

É com mentiras que subimos na vida, que conquistamos o topo, crescemos, que nos safamos é como conseguimos sobreviver.

O único ser vivente na terra que tem a capacidade de trair, é bicho homem, porque o homem é o único que ser que julga precisar de uma tal verdade, os outros apenas suprem as suas próprias necessidades.

Mentimos tanto e o tempo todo que as nossas vidas ficam dependendo disso. Acabamos sendo “fakes” de pessoas que nós mesmos criamos, acabamos por viver em “avatares” que moldamos a nossa necessidade e semelhança.

Somos o que nos programamos para ser, ou o que nos programaram para nos programar. Vivemos em equilíbrio e paz, graças a essa estranha equação, a equação perfeita das mentiras socialmente aceitas ou não e da fé depositada nelas ou não.

E a verdade? Bem, humpf... A verdade é só a versão menos polida de um conjunto infindável das mais verdadeiras mentiras.

Por Gustavo Nascimento

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Será?!

Sempre achei isso!
Por Gilson Sanderes
Tira tirada daqui

NADA A VER

É muita informação. É nada!

E a gente vai vivendo assim. Meio sem rumo.

No meio do mundo. Meio mudo. Calado. Que absurdo!

Mas vai.

(Gibran Lachowski)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

No Princípio? A História

“Andando pela planície avisto um animal gigantesco. Eram quase 3 metros de altura e suas garras vociferavam em minha direção, eu não fazia parte da sua dieta, mas, estava em seu território, o território da Preguiça-Gigante! Corri o mais rápido que pude, as minhas pernas cansadas tentavam chegar ao mar, mas, fui impedido por um tremor terrestre violento. Uma manada de Mastodontes com os seus quase 4 metros de altura e suas poderosas pisadas de sete toneladas. Consegui desviar e correr em direção ao mar, até ser impedido por um Meso-Sauro Brasiliense, como ele tinha apenas 1 metro pude pular e chegar a minha sonhada liberdade enfim o mar!”

Este relato acima poderia ter acontecido aqui mesmo, em Cuiabá, em épocas distintas, pois o Meso-Sauro e o Mastodonte não viveram na mesma época, mas, ambos viveram aqui mesmo no coração do centro-oeste.

Ensinar sobre a história do planeta e o passado da nossa terra é parte do trabalho de Tany, estudante de história e estagiaria do Museu de Pré-História Casa Dom Aquino. Tany também apresenta a época em que a Chapada dos Guimarães era puro mar e é nessas horas que vemos os seus olhos brilharem. “É muito fácil andar pela chapada e encontrar conchinhas”, explica a estudante ao dizer de onde vieram as peças que ela manuseia com cuidado.

Outra hora que um sorriso surge no rosto da estudante é quando ela fala da parte mais divertida de seu trabalho, que é guiar os visitantes por aquele universo passado e mostrar entre as salas as peças, os fósseis e as maquetes sobre os períodos Pré-Cambriano, Paleozóico e Jurássico. “ Eu me sinto bem animada nessa hora, principalmente quando são as crianças, elas me enchem de perguntas”.

Entre as figuras, ossadas, peças históricas do museu está o Seu Sabóia, o vigia do local, que apesar de ter nascido no Ceará reside em Cuiabá à 42 anos. “Vi Cuiabá crescer, tenho filhos por toda essa cidade”, ele fala rindo sobre os seus 10 filhos e seus 22 irmãos.

Entre fatos e acontecimentos interessantes sobre o museu estão os seus ilustres ex-moradores. Pessoas como Joaquim Murtinho e Dom Aquino moraram na casa que também já foi alvo de invasões e acontecimentos históricos de Mato Grosso.

O museu foi inaugurado em 7 de dezembro de 2006 em uma parceria ente o Instituto Ecossistemas e Populações Tradicionais (ECOSS) e a Secretária de Cultura (SEC) desde lá vem trazendo a arqueologia e a paleontologia para o realidade cuiabana, o museu ainda desempenha projetos de pesquisa e revitalização das margens do Rio Cuiabá, além de um Viveiro e um Orquidário.

Ou seja, além do aprendizado o museu desenvolve uma parte social no município. “Não temos só uma função estática e sim dinâmica”, afirmou Suzana Hirooka, curadora do museu, que ressaltou também o acervo de quase duzentas mil peças que o museu possuí.

Para conhecer o Museus basta Clicar aqui:Instituto ECOSS ou ir até a Casa Dom Aquino que fica na Avenida Beira Rio, s/n°, perto da Universidade de Cuiabá, os horários de funcionamento são de segunda à sexta, entre 8h00 e 12h00 e das 14h00 às 17h30.



Por Gustavo Nascimento

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Os outros!!


há! é o que todos dizem..!

Por Gilson Sanderes

Tira tirada daqui

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

dia a dia

Acordo e visto uma roupa que penso ser roupa, vou para o banheiro e escovo dente com uma pasta que acho que é pasta e com uma escova que penso ser escova.

Vou para a faculdade em um carro que creio ser um carro de verdade, passo em frente ao M de McDonalds e tenho vontade de comer uma comida que me disseram que é comida!

Vou para o trabalho, trabalhar o que me mandaram..

E assim sigo o dia, vivendo numa realidade que me contaram ser real.

E assim eu acredito.


por Gustavo Nascimento

terça-feira, 28 de julho de 2009

A verdade sobre os sites de relacionamento!



é Triste...mas, é verdade...
ahh estou twitando isso agora!

por Gilson Sanderes

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Agenda setting - do Mês!

E vamos à agenda Setting bizarra do mês de junho.

Avião da Air-France desaparece misteriosamente no ar.

Sarney (não precisa da notícia, ele já é bizarro por si só)

Michael Jackson morre de overdose, após vender 50 shows lotados. As causas da morte ainda são desconhecidas (se é que ele morreu)

Brasil vence de virada os E.U.A. na copa das confederações ( o que é bizarro? Brasil enfrentar Estados Unidos na final, num campeonato que tinha Espanha e Italia, ou Dunga ser altamente elogiado pelos Media?!!)

É, junho o mês das festas juninas que já são bizarras por natureza, ganhou alguns temperos bem "exóticos".

Por Gustavo Nascimento

terça-feira, 23 de junho de 2009

Obrigatoriedade de diploma, mais obrigatoriedade de pensamento!


Fato 1
Na quarta-feira da ultima semana (17) foi um triste dia para o jornalismo brasileiro. Pois, oito dos nove ministros votaram pela não obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Sim, a regulamentação da profissão caiu por terra, se já era difícil manter um piso salarial descente, condições de trabalho não exploratórias, a utilização de profissionais formados e não à escravidão de estagiários, agora tudo vai ficar ainda mais complicado.

Agora, por que isso aconteceu?!!!
Bem, em sumo resumo foi tomada graças aos interesses da elite brasileira e, neste caso em especial, ao empresariado dos meios de comunicação, que ganham o direito de explorar ainda mais os profissionais da comunicação.

Alguns veículos e sindicatos se posicionaram a respeito e esclareceram algumas duvidas dentre esses sindicatos está o Sindjor MT, que fez uma NOTA DE ESCLARECIMENTO. E de tudo que sindicato falou eu gostaria de reforçar 4 tópicos que em muito me chamaram atenção:

“A desregulamentação total das atividades de imprensa no Brasil não atende aos princípios da liberdade de expressão e de imprensa consignados na Constituição brasileira nem tampouco aos interesses da sociedade. A desregulamentação da profissão de jornalista é, na verdade, uma ameaça a esses princípios. Então, essa decisão se dá sob um argumento falacioso.”

“É um atentado ao conhecimento escolar, que não é único mas de suma importância na construção de todo e qualquer profissional, para que ele atenda não apenas a interesses mercadológicos, mas sim à sociedade brasileira.”

”E uma decisão que denota desinformação do Supremo sobre o exercício profissional e confunde liberdade de expressão, direito de opinião e exercício profissional.”

”O Sindjor-MT esclarece que a decisão do STF eliminou a exigência do diploma para o acesso à profissão, mas que permanecem inalterados os demais dispositivos da regulamentação da profissão.”


Fato 2
Bem, a luta ainda não acabou, e a nova lei ainda não está em vigor, pois, só vai realmente valer após a publicação do “Acórdão”. Todos os interessados deveriam saber disso certo?

Na sexta-feira, dois dias após o plenário aprovar a medida da não obrigatoriedade do diploma de jornalismo, alunos de jornalismo, da faculdade onde eu estudo, se recusavam a fazer as provas do final do semestre, alegando que a faculdade deveria tomar uma providencia, que eles não poderiam ficar nessa situação, que agora eles estavam sem chão, e que não fariam as provas até que algo fosse feito.

Eu me perguntei: “Mas, o que a faculdade vai fazer? Mandar devolver as mensalidades desse povo? Dizer que vai ficar tudo bem? Falar que vai entrar com uma medida contra os 8 ministros? É algo federal, o que esses alunos estão pensando? Que uma FACS em Mato Grosso tem algum poder legislativo? Que eles vão mudar tudo com essa pseudo-greve ridícula? O que eles pensam que vão conseguir? Afinal o que eles pensam? Eles pensam?

Podemos recorrer tomar medidas cabíveis, lutar pelos direitos que acreditamos que sejam nossos, mas, o bom senso em primeiro lugar né?!

E pela primeira vez, eu realmente achei que não deveria ser obrigatório esse tal diploma, pois, se esse tipo de pensamento vai ganhar um diploma e se tornar um profissional quem não pode? Olha, ta na hora de revermos os conceitos e derrubar esse cartão que penduramos na parede, mas, não somente o de jornalismo, e sim o de todas as faculdades, pois essa falta de pensamento insiste em existir!

E como diria a filha da minha chefe, de apenas nove anos: “malditos pequenos burgueses”!

Por Gustavo Nascimento

Narciso



Certa vez um amigo meu me disse que não gostava de gente!
Isto me causou muita indignação, pois, somos seres sociais, vivemos em sociedade, necessitamos dela, somos ela, não sabemos nos virar sem ela e agora o cara vem me dizer que não gostava de gente?!

Um tempo se passou e este mesmo amigo me disse que não gostava do Brasil. Mas, o Brasil é a nossa pátria, é o nosso lugar para retornar (poucos entenderão o trocadilho), é o que somos, está na nossa identidade, ou melhor, faz parte dela.

Em outra ocasião este mesmo inóspito ser mentecapto me diz: “não gosto de políticos”. Cara, ninguém gosta, mas, eles são necessários, e a democracia? E tudo o que o povo conquistou? Você prefere monarquia?

Este mesmo amigo me disse que não gostava de futebol, que era preconceituoso, que era um capitalista nato, que era xenofóbico, e que queria que o mundo se F..%$¨&* desde que ele estivesse bem.

Indignado e revoltado, querendo matar este ser ignorante a minha frente, que não entedia nada, que vivia em seu universo particular, que era egocêntrico, bitolado, iludido, incrédulo, inóspito, vulgar e continha todos os piores adjetivos que eu conhecia eu não me contive. Eu me olhei novamente para o espelho e disse: “basta”!!

por Gustavo Nascimento

sábado, 20 de junho de 2009

E foi-se o provável

O que falar? Quando falar? Para quem falar? Como falar? E por que falar?


Não preciso terminar a faculdade? Não preciso de estudo? Não preciso mais de um diploma? É o fim do jornalismo? Serão quatro anos da minha vida jogados fora? O que será do jornalismo brasileiro? Ou melhor, o que serão dos jornalistas brasileiros?


Enfim..
Um Lead ainda sem resposta...


Por Gustavo Nascimento

Acadêmico do 5º de Comunicação Social – Jornalismo

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Relacionamentos

Por azar do destino ando me deparando com uma série de relacionamentos tensos em que o seu futuro já está anunciado, mas, todos insistem em continuar..

Isso me remete a um texto que meu mestre escreveu a anos atrás.
E que posto na íntegra, tal qual ele escreveu!

"Relacionamentos são como O sexto sentido.

Aquele filme em que o garotinho vê gente morta o tempo todo. O Bruce Willis é o psicólogo que o atende e o ouve dizer a máxima do filme: I see dead people


No fim do filme, você descobre que ele, Bruce Willis, estava morto também.

Caralho... O filme inteiro ele estava morto. O cinema se surpreende. Eu me surpreendo.

Anos depois revejo em DVD. O mistério se dissipa. Estava tudo ali, desde o começo. Ele estava morto e o M. Night Shyamalan (nao sei se é assim que escreve), roteirista e diretor do filme, deixou todas as pistas. Nós é que não enxergamos."

Por Gilson Sanderes

sexta-feira, 29 de maio de 2009

"Boa água, boa Qualidade"

Então na política só vemos que: os políticos são mentirosos, f*%¨*#@ e um monte de isso ou aquilo e mais um punhado de bláblá. Ouvimos tanto estas coisas que ficamos acabamos convencidos e enojados com essas baboseiras e nos vacinamos quanto a situações que realmente deveriam nos causar repugnância e vergonha.

Em um debate na campanha eleitoral para a prefeitura de Cuiabá no ano passado um dos candidatos indagou o atual prefeito (e concorrente a vaga de chefe maior da cidade) sobre a qualidade da água em um dos bairros. Wilson Santos prefeito de Cuiabá defendeu a água da cidade e disse que em todos os bairros a água era de ótima qualidade e que ele beberia água em qualquer bairro da cidade.

Ouvindo isso o candidato Walter Rabelo o desafiou a beber uma água por ele trazida, e o prefeito sem excitar aceitou prontamente. Nesta hora o rival tirou debaixo da bancada um vidro com uma água turva e de aspecto deplorável (e Deus sabe lá de onde ela veio). A cena ficou ainda mais bizarra quando o prefeito foi beber a água (antes cheirou) e depois de um micro gole disse “boa água, boa qualidade” (algumas pessoas venenosas disseram que no intervalo do debate ele correu para vomitar, mas, isto pode ser apenas especulação, ou não rs).
Video aqui

Tá, o que que tem isto haver com as calças? Esta semana vi outro vídeo onde o já prefeito reeleito falava sobre o ocorrido afirmando que ele já havia servido e exercito e já havia comido sapos e cobras vivos , e soltou a seguinte afirmação: “para que já comeu sapo e cobra aquela água foi fichinha”.

Ou seja, a água era realmente um lixo.


Por Gilson Sanderes.

sábado, 23 de maio de 2009

Bizarrississe volume 89


Na ultima semana estive doente, gripado, e entorpecido de remédios e antibióticos naturais e outros nem tanto.

E foi numa dessas noites que totalmente dopado inventei de dormir.
Foi quando fui acometido pelo sonho mais bizarro dos ultimos 10 anos.

Estava em um parque com a minha familia (não era um parque qualquer, era o famoso parque de diversões londrino). Quando derrepente um avião se despedaça no ar, o corpo do boing 737 caiu a poucos metros num campo de futebol ao lado e a turbina ficou imóvel no ar por alguns instantes depois caiu destriundo a roda-gigante do parque.

Não, a parte bizarra ainda não havia começado. Após isto caças norte americanos começaram a povoar o céu inglês, e do nada começaram a bombardear o parque com bombas e mais bombas.

(agora sim a parte bizarra)
Em meio a fuga tentando achar um lugar para nos abrigar apenas uma coisa passava pela minha cabeça. "Preciso de um local com internet, preciso avisar ao mundo pelo twitter o que está acontecendo".
Nessa hora eu acordei tremendo de febre.

-Moral da história: "Não assista Lost antes de dormir, e pare de ficar apertando F5 no twitter o tempo todo."

Malditos vicíos Pós ou hyper ou sei lá o que modernos!
Por Gustavo Nascimento

segunda-feira, 18 de maio de 2009

“(...) Há 10 mil anos atrás”

No início havia um grande vazio chamado de Caos. Dele surgiram os Titãs chefiados por Cronos, pai de Zeus o deus dos deuses. Brahma, Vishnu e Shiva receberam então a missão de acabar com o vazio. Respectivamente eles criaram o mundo, se responsabilizaram em mantê-lo imaculado, assim como foi criado, e teriam ainda que ensinar os homens que eles foram colocados para morar ali apenas por um tempo. Esses homens teriam nascido da evolução de uma criatura unicelular, que por algum motivo resolveu se desenvolver e virar gente. Para pacificar os homens que começaram a brigar entre si por vários motivos, ou sem motivo nenhum, Amon-Rá, o deus responsável por carregar o Sol e a vida, enviou a Terra Ísis, Osíris, Seth e Nefth.

E por fim, há 2009 anos, Jesus aceitou morrer crucificado para salvar a vida daqueles homens que se arrependeram de brigar.

Essa é a história que você presenciaria se tivesse nascido durante o império egípcio, sobrevivido à época de ouro da sociedade grega, visto o império romano cair e passado umas férias na Índia um tempo depois. Difícil de acreditar? Milhares de pessoas no mundo acreditam apenas por ouvir falar!

E você acredita porque?

Por Laura Nabuco

sábado, 9 de maio de 2009

Cuiabá a Rodoviária



“Gus, apartir do próximo mês eu não serei mais sua chefe.”

Bem, começando pelo começo!

Há um pouco mais de um ano eu encarei a Gih pela primeira vez numa entrevista de estágio. E acreditem, tive medo dela, ela era muito inteligente, mas muito mais do que eu já tinha visto.

E por incrível que pareça ela me escolheu para a vaga. Então a partir daí eu virei o seu estagiário.

Com ela eu aprendi coisas do tipo: “olha o aposto!”(bem, isso eu acho que não aprendi rs), “presta atenção nessas virgulas”, e a melhor de todas “pô Gus, você tem que passar uma vaselina nesse Lead, não pode entregar as informações secas assim, se não o leitor jamais terminará o seu texto”.

Mas, ela não me ensinou somente isso. Isto qualquer pessoa poderia falar.

O que talvez ela não saiba é que com ela eu aprendi a me alimentar melhor, nunca mais me enchi com salgadinho entupidos de Glutamato, passei a comer proteínas todas as semanas e a diminuir os carboidratos.
Aprendi a ter apreço pelas causas sociais sem me perder no todo,
Tive uma real noção sobre o meioambiente, nunca mais joguei lixo no chão, passei a evitar as sacolinhas plásticas do mercado, e a fazer pequenas coisas que eram impensáveis por mim há meses atrás.
Com ela fui mudando pequenas coisas que o meu ser porco capitalista jurava não mudar nem sob tortura.
Ela tem um estranho poder de mudar as pessoas, e até mesmo as cobranças vinham com uma piscadinha de olho (talvez esse gesto fizesse parte do poder).

Minha mãe sempre me falou que o seu desejo era que eu encontrasse na figura de algum patrão um modelo de caráter e de profissional, e que isso mudaria a minha perspectiva das coisas.

Pois bem, finalmente alguém tinha me feito ter vontade de ser jornalista, um espelho, um alvo a ser alcançado, um espelho tanto quanto perigoso, pois se mirar em alguém tão grande é sempre perturbador, mas, a minha ambição passou a ser alcança-la ser tão bom quanto ela.

Mas, agora ela está subindo mais alto do que eu posso ver no momento e por mais que isso seja bom, me causa um pouco de tristeza.

Isto me fez lembras de algo que um mestre havia me dito há tempos atrás:
“Cuiabá é apenas uma grande rodoviária, as pessoas vem, ficam um tempo, fazem amigos na fila do ticket, no refeitório, na sala de espera e depois partem. Aqui nunca é o destino final, (apenas dos acomodados) é sempre uma ponte para um destino melhor, pois bem, agora deixa eu ir que o meu ônibus já chegou”.

Eu continuo na rodoviária e o meu ônibus parece que ainda vai demorar pra chegar, enquanto isso continuo fazendo amigos e arranjando mestres na sala de espera. E o que me resta é esperar que todos eles tenham uma ótima viagem.
por Gustavo Nascimento

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Eu já havia avisado!

Não merece um post...
era fato consumado, fato já sabido por mim e pela nação!
Previsões do passado

Ps: Porcos e Bambis, a paz acabou!

Por Gilson Sanderes

Atendimento Robótico


Experiências Bizarras Volume 73

Telefono para o meu banco e começo a dialogar com as operadoras eletrônicas, o nosso dialogo flui como costumeiramente.

- Oi, tudo bem? Quantos anos você tem? Já te falaram que você tem uma linda voz?

E ela com a voz robótica respondia: - Tecle o número de sua agência, agora o numero de sua conta. A opção 1 é para caso você queira informações a respeito da sua conta.

Parei. E notei que ela disse você? Cara, um robô me chamou de você! Não posso acredita! Um robô! Um robô me chamou de você.

Me animei e continuei a conversa, e fui teclando todas as opções que desejava.
Ainda impressionado pelo robô ter me chamado, ter se dirigido a mim como pessoa.
Em algum instante o robô saiu, e voltou com uma outra voz.

Era um novo robô, esse um pouco mais estranho, me respondia perguntas sem muita afirmação, fazia perguntas que eu me perguntava se eram realmente perguntas, pois a tonalidade de sua voz se quer mudava.

Outro robô, mas, dessa vez me chamava de senhor.

Um atendimento costumeiro e sempre gerundizado e extremamente longo e formal, bem não era mais pessoal. Infelizmente este robô não tinha censo, não tinha humanidade, não pensava, não existia.
Quando o atendimento estava no fim, eu perguntei, quem foi que me atendeu?

Querendo fazer outra brincadeira tosca como as que o primeiro robô ignorou, mas, desta vez ele me respondeu. – Meu nome é Geane Albuquerque! Tenha uma boa tarde senhor. Com a mesma tonalidade indiferente e sem expressão humana!

Desliguei o telefone ainda pasmo, afinal quem era o humano? Havia algum humano lá? Será que eles fizeram lavagem cerebral nos atendentes para que eles se parecessem robôs também?

Nesta hora o telefone toca.

Tiririrm tiririm

Eu atendo e respondo: “Alô, em que posso estar ajudando o senhor- Por favor tecle o numero.. Eu vou estar transferindo a sua ligação - ......"

Por Gustavo Nascimento

domingo, 26 de abril de 2009

HIstória das Coisas

Já parou para pensar em como o mundo vai ficar caso continuemos neste ritimo de consumo?
Os chineses começaram a comer um bife a mais e pronto, crise dos alimentos!
E so todos nós fossemos igual aos EUA? Seriam necessarios pelo menos 5 planetas para sustentar o nosso estilo de vida.
As pessoas costumam dizer que quem pensa em valores e ideais como sustentabilidade e uma sociedade mais igual são apenas sonhadoras e pessoas que não tem noções de mundo.
Pois bem, se continuarmos neste ritimo nem os meus e nem os seus sonhos duraram até 2050!

"História das Coisas" é um video que analisa a sociedade de consumo e como ela se tornou no que é e em que ela pode se tornar. O mais legal é que este video desenrrola de maneira bem simples e didática. Já assisti mais de uma vez e recomendo.



Por Gustavo Nascimento

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Todo Carnaval tem o seu fim!

Final da semana!
letra auto-didata para isso!
(dá melhor banda brasileire pós-anos 90)
mas, como diz um amigo meu, ótima letra, mas, o refrão...

"Todo dia um ninguém josé acorda já deitado
Todo dia, ainda de pé, o zé dorme acordado
Todo dia o dia não quer raiar o sol do dia
Toda trilha é andada com fé de quem crê no ditado
De que o dia insiste em nascer
Mas o dia insiste em nascer pra ver deitar o novo

Toda rosa é rosa porque assim ela é chamada
Toda bossa é nova e você não liga se é usada
Todo o carnaval tem seu fim
Todo o carnaval tem seu fim
e é o fim
e é o fim

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz
Toda banda tem um tarol, quem sabe eu não toco?
Todo samba tem um refrão pra levantar o bloco
Toda escolha é feita por quem acorda já deitado
Toda folha elege um alguém que mora logo ao lado
E pinta o estandarte de azul
E põe suas estrelas no azul

Pra que mudar?
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !

Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar o meu nariz !
Deixa eu brincar de ser feliz, deixa eu pintar."
(Los Hermanos)


Por Gustavo Nascimento

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Carta de Repúdio

Olho para você e o que sinto?

Nojo e asco...

Um ser tão pequeno, tão imundo, tão baixo.

Como pode inundar todo o meu ambiente com seus odores de discórdia? Como pode defecar sobre as coisas que eu mais gosto e sair achando que o que fez é certo?

Não enxerga as suas próprias imundices e tem que deixar rastro na minha calmaria? Parece que vem apenas para me irritar, para olhar nos meus olhos e sair.

Tenho nojo e asco! Mas , mais que isso tenho dó. É um ser baixo e na sua baixesa não encontra semelhantes que lhe intriguem, procura em mim um inimigo, um ser a quem desafiar...a minha dó é que você sempre será menor que eu...sempre. Você e os seus descendentes.

Agora, pare de rir desse jeito forçado, isso não me engana,sei que você tem medo de mim, medo por eu ser maior que você e que o seus descendentes.

E para sua informação: “Toda a vez que defecar e urinar as suas imundices nas coisas que amo, eu irei lavá-las e seguir a vida do mesmo modo!”


PS: Hoje, um rato invadiu a minha cozinha.
sempre torci pro TOM
Odeio ratos!

Por Gustavo Nascimento

quinta-feira, 9 de abril de 2009

O Conto do Viajante


Certa vez um professor parou no meio da aula ,olhou para mim e disse.
- É meu amigo você está numa sinuca de bico!
Eu fiquei meio intrigado e perguntei por que?

E ele respondeu: - Pois bem, porque você já começou a viver o “Dilema do Viajante”.

Nessa hora eu ainda mais encabulado do que intrigado, indaguei novamente.
- E o que seria esse tal dilema?
Ele riu e me disse assim: - Ah você não conhece? Pois bem, vou lhe contar então.


O Dilema do Viajante
Conta a estória que certa vez existia um cientista muito promissor.
Ele era muito bom em tudo o que fazia, mas, ele gostava das coisas na prática. Não gostava de ficar estudando teorias.
O objetivo do estudo de toda a sua vida, era sobre uma teoria em si, a teoria da “Expansão do espaço”.
Então, ele juntou recursos e foi estudar isto na prática, no campo. Porém, onde seria o tal campo? Ahh isso mesmo.
Ele viajou pelo universo até o ponto em que podia literalmente visualizar a expansão do espaço.
Ele ficou maravilhado e acabou ficando lá por muito tempo. Quatro longos anos para ser mais exato.
Então após esses anos de trabalho árduo, sem seus amigos, sem sua família, sem os seus antigos lazeres e sonhos, sem seus antigos amores. E tudo isso por um sonho maior, o sonho de sua vida, e ele finalmente havia realizado.
Nesta hora ele percebeu que havia entendido tudo (pelo menos assim ele pensava). Foi então que decidiu voltar para a Terra, voltar para a casa.

Chegando a Terra ele percebeu que algo estava estranho. As coisas estavam em dimensões que ele não interpretou logo de cara. Isto lhe causou um certo estranhamento, um certo medo.

Foi nesta hora que o cientista percebeu que somente o seu olho, já era do tamanho da terra. Finalmente ele havia entendido tudo.
Ele passou 4 anos no local em que o espaço se expandia com mais violência, isso fez com que ele expandisse numa velocidade muito maior que a terra e agora ele não cabia mais nela.

O nosso amigo percebeu que as pessoas que ele tanto amava não mais o entenderiam a partir de agora, pois, como ele estava tão grande e elas tão pequenas? As coisas que ele tanto gostava não mais lhe cabiam, nem o mar e nem o céu. Os sonhos do passado eram pequenos, as coisas que imaginava realizar não mais lhe satisfariam.
Enfim, nada mais, do que anteriormente ele chamará de lar lhe pertencia mais.

Ele estava em casa, mas numa casa que não eram mais sua. Então, sem amigos, sem um lugar para voltar e sem sonhos para realizar ele finalmente entendeu.

Agora, o viajante estava no maior dilema de sua vida.
Ele se indagava: ”Qual é o meu lugar? Não caibo mais no lugar de onde saí, mas, também não pertenço ao lugar em que estive nestes últimos anos.”
Então, ele parte pelo universo procurando outros viajantes, outros lugares, um ambiente em que possa se sentir novamente em casa. Onde ele possa finalmente caber.

O professor olhou pra mim e disse: “É meu amigo, expandir tem um preço, por vezes, doloroso. Você compreende?”

Por Gustavo Nascimento

terça-feira, 31 de março de 2009

Prova de Economia....


Em meio a questões que discorriam sobre o liberalismo, capitalismo, socialismo, ALCA, protecionismo e outros ismos estava a seguinte questão: Fale sobre o mundo moderno e o papel do jornalismo.

E a reposta foi:

Moderno é o cacete!

Não vivemos mais na era da modernidade. Nemn a pós-modernidade nem hiper-modernidade. Vivemos algo próximo ao que se intitula modernidade liquida.

Um conceito que surgiu com Bauman que dizia: “tudo que é sólido se dissolve no ar”. Ou seja, vivemos na era do efêmero, da velocidade, do agora. E é neste contexto que nos inserimos enquanto (pseudo) jornalistas. Somos a própria liquidez impalpável.

Não sabemos ao certo como definir a nossa função. Fazemos tudo pelo tempo, tudo para agora, dois minutos, uma lauda, meia pagina, 30s no ar....McLuhan disse que as “ferramentas” viriam para nos deixar com tempo livre..bahh...balela, fazemos sete vezes mais do que a vinte anos atrás. Os novos meios de comunicação e os não tão novos assim exigem prazos cada vez mais curtos de “deadline”.Isso nos torna rasos, toscos, infiéis...o que vale é a quantidade e não a qualidade.

Onde nos inserimos nessa sociedade? Não sei, somos a própria cara dela, efêmera, rasa, insípida, inodora e incolor. Perdemos a nossa identidade no meio dos anos. E até hoje nos orgulhamos em dizer que somos os “vigilantes” da dita sociedade. Creio que ao invés de vigilantes somos o reflexo da dela, a própria cara de uma era de não profundidade.

E o nosso papel? Teoricamente é tudo muito lindo, na prática é tudo quase impossivel...

Poucos, não se deixam abalar pelas dificuldades da profissão ou conseguem se livrar de lugares onde apenas reproduzem o que mandam.

“Os mecânicos de automóveis de hoje não são treinados para consertar motores quebrados ou danificados, mas apenas para retirar e jogar fora as peças usadas ou defeituosas e substituí-las por outras novas e seladas, diretamente da prateleira. Eles não têm a menor idéia da estrutura interna das ‘peças sobressalentes’ (uma expressão que diz tudo), do modo misterioso como funcionam; não consideram esse entendimento e habilidade que o acompanha como sua responsabilidade ou como parte de seu campo de competência. Como na oficina mecânica, assim também na vida em geral: cada ‘peça’ é ‘sobressalente’ e substituível, e assim deve ser. Por que gastar tempo com consertos que consomem trabalho, se não é preciso mais que alguns momentos para jogar fora a peça danificada e colocar outra em seu lugar? (BAUMAN, 2001, p. 186)

Se queremos um mundo melhor significa que somos ‘peças sobressalentes’, então nos trocam por outra e assim segue a vida.

Fugi da resposta, mas, é isso o que eu penso!
Por Gustavo Nascimento

sexta-feira, 27 de março de 2009

Visões


“Você me pergunta como ela é?”
Ahhh
...morena cor de café, cabelos ondulados que passam da altura dos ombros, lábios pequenos carnudos e da cor do fogo prontos para inflamar de paixão, sorriso entreaberto demonstrando a doçura que os anos não deixaram partir.
Olhos castanhos médio com cílios compridos e grossos, traços que lembram as mulheres marroquinas, com sobrancelhas finas nas pontas e um pouco mais grossas no meio.
Um olhar penetrante e firme.

A voz, ah a voz, mais intensa, mais macia, mais particular do que qualquer som outrora ouvido.
Pés pequenos como os da gueixas, mãos macias como as de um bebê.
Coxas roliças, mas, não exageradamente grandes e sim no ponto.

Seios pequenos e firmes. Bum-bum arrebitado, redondinho e durinho.
Um caminhar envolvente que faz com que você perca a noção do tempo e espaço.
E, alma, que parece impenetrável até o momento do abrir de olhos que em segundos dissonantes revelam a pureza do seu verdadeiro ser, que é mais forte que as correntezas de um rio furioso, mas, ao mesmo tempo mais calmo que um lago em repouso.
...

“Nossa tudo isso?hum então me enganei, pensei que fosse aquela menina de neguinha, falsa magra, de 1.60m de atura, de cabelo encaracolado.”
Por Gilson Sanderes

domingo, 22 de março de 2009

Amor Liquido (Zigmunt Bauman)

"não é ansiando por coisas prontas, completas e concluídas que o amor encontra o seu significado, mas nos estímulo a participar da gênese dessas coisas. O amor é afim à transcendência; não é senão outro nome para o impulso criativo e como tal carregado de riscos, pois o fim de uma criação nunca é certo.

Em todo amor há pelo menos dois seres, cada qual grande incógnita da equação do outro. É isso que faz o amor pareça um capricho do destino - aquele futuro estranho e misterioso, impossível de ser descrito antecipadamente, que deve ser realizado ou protelado, acelerado ou interrompido. Amar significa abrir-se ao destino, a mais sublime de todas as condições humanas , em que o medo se funde ao regozijo num amálgama irreversível. Abrir-se ao destino significa, em última instância, admitir a liberdade do ser: aquela liberdade que se incorpora no Outro, o companheiro no amor. “A satisfação no amor individual não pode ser atingida… sem humildade, a coragem, a fé e a disciplina verdadeira”, afirma Erich Fromm - apenas para acrescentar adiante, com tristeza, que em “uma cultura na qual são raras essas qualidades, atingir a capacidade de amar sera sempre, necessariamente, uma rara conquista”

E assim é numa cultura consumista como a nossa, que favorece o produto pronto para uso imediato, o prazer passageiro, a satisfação instantânea, resulstados que não exigem esforço prolongados, receitas testadas, garantias de seguro total e devolução do dinheiro. A promessa de aprender a arte de amar é a oferta ( falsa, enganosa, mas que se deseja ardentemente que seja verdadeira) de construir a “esperiência amorossa” à semelhança de outras mercadorias, que fascinam e seduzem exibindo todas essas características e prometem desejo sem ansiedade, esforço sem suor e resultado sem esforço."(Zigmunt Bauman)

Por Gilson Sanderes

sexta-feira, 20 de março de 2009

Vergonha alheia


Semana passada eu e uma amiga da faculdade estávamos indo em direção ao ponto de ônibus, o ponto de uma forma atípica estava meio vazio, mas, algo nos chamou atenção (dela pra ser mais exato) um cachorro estava deitado encostado no muro que estava atrás do ponto.

Até aí nada de anormal, se o cachorro não estivesse morrendo. Carrapatos saiam dele e subiam pelo muro aos montes a ponto de ninguém poder se recostar no muro, as pulgas pulavam sobre o seu focinho e ele respirava de maneira rápida e aflitante.

Todos que paravam ou passavam no pelo ponto faziam a mesma cara de nojo e de dó além de alguns comentários como: “tadinho, pó que ninguém cuida dele?”, “ele até que é um cachorro bonito, pena que nunca teve um lar”,“ se eu pudesse eu dava ração e casa pra ele”, “como pode tratarem tão mal um pobre animal?”

Mas ninguém se quer se movia... era pobre, estava imundo, estava doente, estava feio, todos sentiam dó,mas......

Essa semana no meio do percurso do ônibus em direção ao centro da cidade um mendigo entrou pela porta do fundo se assentou num banco. Ele estava sujo, sarnento, com o cabelo imundo, não era feio, mas, mal cuidado, mal alimentado, com cara de doente, definhado antes dos 30.
Todos que passavam pelo banco faziam a mesma cara de nojo e dó...

Mas, ele não era um cachorro.Não merecia se quer as mesmas frases feitas e sem efeito.Ele é humano. E ninguém se quer pensou em fazer algo sentiam dó, mas .

Isso me lembra de uma conversa de dois Mestres que eu pude presenciar, foi algo mais ou menos assim:
  • Mr.E –Cara to com uma vontade de mudar o mundo.
  • Mr.A- A eu também, que tal amanhã?
  • Mr.E –A cara, amanhã não dá.
  • Mr.A – Por que?
  • Mr.E – Por que amanhã eu tenho dentista, que tal quarta-feira que vem?

Por Gustavo Nascimento

quinta-feira, 19 de março de 2009

Haka Ka Mate

Culturas distintas ligadas em algum momento, formando uma terceira, mantendo as duas, sendo distintas e sendo comuns uma a outra. Guerras, rituais, glória, derrota, vitória, raça, amor....parece que tudo isso permeia ambas que não são mais ambas.E é quando vemos uma manifestação cultural dentro de um outro meio que não propriamente dito “seu”, bem não entendemos, as vezes reclamamos, as vezes achamos legal...mas, sinceramente ficamos impressionados.

A Nova Zelândia é um país formado por ilhas habitadas originalmente pelos maoris e colonizadas pelos britânicos, que trouxeram o Rugby para as ilhas. Como colonizadores não “deviam” manter as tradições mas, no caso deste esporte isto se distingue.

Dentro deste esporte os Neozelandeses criaram uma tradição eles entoam o grito de guerra aborígene antes de cada jogo. O Haka kA Mate cantado e dançado pelos ALL BLACKS é simplesmente arrepiante e amedrontador. (Confesso que se eu fosse um adversário não os enfrentaria de forma alguma) A seleção é composta por mestiços e descendentes das etnias Maori o que deixa a cena ainda mais chocante. Sim, eles estão vestidos com um uniforme qualquer, em um campo de futebol, com torcida, mas, mesmo assim parece que a guerra irá começar a qualquer instante. Não por menos os All Blacks já se tornaram lendários no esporte mundial.

O Rugby é um esporte centenário, do qual o Futebol Americano evoluiu. É extremamente forte em vários países do hemisfério sul tendo Austrália e África do Sul como campeões mundiais, além da Nova Zelândia que também sediará a próxima competição mundial.

Haka Ka Mate é simplesmente sensacional e um estimulo a manter as tradições e praticar esportes ao mesmo tempo.

Ka mate -- Ka mate/ É a morte - É a morte
Ka ora -- Ka ora/ É a vida - É a vida
Ka mate -- Ka mate/ É a morte - É a morte
Ka ora -- Ka ora/ É a vida - É a vida
Tenei Te Tangata Puhuruhuru/ É o homem cabeludo
Nana i tiki mai whakawhiti te ra/ Que faz brilhar o sol novamente
Upane -- Upane/ Sobe a escada
Upane Kaupane/ Sobe até o topo
Whiti te ra/ O sol brilha!


PS: correões importantes, vide o comentário do Walace


Por Gustavo Nascimento

domingo, 15 de março de 2009

as Socia dade... .. .

“’Comunidades de carnaval’ parece ser outro nome adequado para as comunidades em discussão. Tais comunidades, afinal, dão um alívio temporário às agonias de solitárias lutas cotidianas, à cansativa condição de indivíduos de jure persuadidos ou forçados a puxar a si mesmos pelos próprios cabelos. Comunidades explosivas são eventos que quebram a monotonia da solidão, cotidiana, e como todos os eventos de carnaval liberam a pressão e permitem que os foliões suportem melhor a rotina que devem retornar no momento em que a brincadeira terminar. E, como a filosofia, nas melancólicas meditações de Wittgenstein, ‘deixam tudo como estava’ (sem contar os feridos e as cicatrizes morais dos que escaparam ao destino de ‘baixas marginais’)” (BAUMAN, 2001, p. 229)


por Gustavo Nascimento

sexta-feira, 13 de março de 2009

Agenda setting



A Teoria do Agendamento é uma teoria de Comunicação formulada por Maxwell McCombs e Donald Shaw na década de 70. De acordo com este pensamento, a mídia determina a pauta para a opinião pública ao destacar determinados temas e preterir, ignorar outros tantos.

As idéias básicas da Teoria do Agendamento podem ser atribuídas ao trabalho de Walter Lippmann, um proeminente jornalista estadunidense. Ainda em 1922, Lippmann propôs a tese de que as pessoas não respondiam diretamente aos fatos do mundo real, mas que viviam em um pseudo-ambiente composto pelas "imagens em nossas cabeças". A mídia teria papel importante no fornecimento e geração destas imagens e na configuração deste pseudo-ambiente.

A premissa básica da teoria em sua forma moderna, entretanto, foi formulada originalmente por Bernard Cohen em 1963: "Na maior parte do tempo, [a imprensa] pode não ter êxito em dizer aos leitores o que pensar, mas é espantosamente exitosa em dizer aos leitores sobre o que pensar" (pág.13).

Agenda Setting
Ronaldo o “Fenômeno”
No final da semana passada já se especulava sobre a entrada do atacante no jogo de domingo contra o arquiinimigo Palmeiras. Era uma notícia até legal para os atores do clássico (torcida, times...) mas, não se via tanta importância para o resto da população.

Mas, Ronaldo não é um ídolo? De Proporções mundiais? Que ganhou 2 copas? 3 prêmios de melhor do mundo? O maior artilheiro em mundiais?

Apesar de todas essas informações serem verdadeiras foi extremamente hilário assistir a qualquer tele-jornal esta semana. No domingo a noite só se falava do gol de cabeça, do heroísmo, da garra, e de toda a força de vontade. Ninguém lembrou que o timão não vencia o seu arqui-rival a mais de 3 anos.

Na segunda ele participou de um link ao vivo no Jornal Nacional, nem congresso, nem economia, nem bancos, nada...o importante era saber de como ele estava se sentindo.
Na quarta ele fez o gol da vitória, e pronto virou mais importante que a crise econômica mundial, que as novas medidas do governo, que os desastres, que o padre excomungador, que tudo...

Na Sexta ele teve mais matérias exclusivas, o capitulo dos “Simpson’s” que ele aparecia e uma série de chamadas para os programas de sábado e domingo que o teriam como destaque principal!

Todos os dias alguém falava:"pô se viu o Ronaldo, ta arrebentando", "ele ta gordo", "ele é genial", "ele pegou mesmo o traveco? eu acho que sim".....

Enfim, mais uma agendagem.....até a próxima notícia bombástica fazer com que ele volte paras paginas da revista “Caras” e saia do “Estadão”.

Agora, por que nós falamos tanto dele semana passada mesmo?!?!

Por Gilson Sanderes

terça-feira, 10 de março de 2009

Penso Logo Preguiço

Texto escrito em meados de 2005, comentário da professora:
"Boas ideias e argumentações, mas cuidado com as "ironias" Gustavo!
muitas vezes são prejudiciais ao seu texto!"


Penso Logo Preguiço

“A preguiça é a mãe do progresso se o homem não tivesse preguiça de andar a pé não teria inventado a roda”.
Esta frase de Mário Quintana revela-se um tanto “perturbadora”, pois, um dos males da sociedade seria também um de seus propulsores para sua evolução?!

Quando olhamos por este prisma conseguimos perceber o quanto a preguiça nos fez “andar”. O homem por preguiça de desenhar nas cavernas (linguagem que se usava na época pré-histórica) inventou as palavras e assim os poemas, cartas e canções. Após isto ele ficou com “preguiça” de escrever e inventou a máquina de escrever, o computador, o palm-top e até um tal de celular. A preguiça de andar fez com que ele criasse barcos, trens, carros e aviões.

A mulher com “preguiça de ficar” com o seu marido inventou a dor de cabeça (e o homem inventou o remédio). Por preguiça de ter filhos inventamos os preservativos, anticoncepcionais e outros contraceptivos. Por preguiça de falar a verdade inventamos a mentira e a falsidade. Por preguiça de trabalhar inventamos o roubo, o furto, a corrupção e a desonestidade.

É a preguiça nos fez evoluir de maneira extraordinária e a “última” das preguiças do ser humano é a de pensar e esta nos faz matar, machucar e até mesmo colocar alguém ainda mais preguiçoso no poder do nosso “querido” Brasil.

Talvez a solução para todos os problemas do nosso povo seria acabar com a “evolução” Acabando com ela quem sabe nem reclamaríamos de voltar a andar a pé?!?!

Por Gustavo Nascimento

segunda-feira, 9 de março de 2009

Who Watches the Watchmen's?!?!


Quem vigia os Vigilantes?

Afinal, Como seria uma história de super-heróis no mundo real? Um mundo em que policiais fazem manifestações públicas contra a atividade dos vigilantes? Um mundo que dorme sob o medo de uma iminente guerra nuclear? Que um herói mata a mãe de seu próprio filho, ainda grávida? Que Heróis participam de guerras?


Nesse contexto se desenvolve aquela que, aparentemente, seria a história principal. O misterioso assassinato do Comediante. Afinal, quem matou o ex-vigilante? Quem poderia liquidar um super herói? Quais as razões do crime?


Essa história tem nome: Watchmen, que se desenrola em 12 edições nos anos de 86 a 87. Alan Moore e o desenhista Dave Gibbons montaram uma história cheia de tramas paralelas e uma aura pouco vista até então, assuntos difíceis que só eram abordados nos ditos quadrinhos alternativos chegaram a uma grande produtora.


A trama também se diferenciava pela beleza estética e pela metalinguagem vista de um olhar brilhante que só os gênios poderiam fazer. Os vigilantes ainda conseguiram ganhar vários Prêmios Kirby e Eisner, além de uma honraria especial no tradicional Prémio Hugo, voltado à literatura: é até o momento a única graphic novel a conseguir tal feito. Watchmen também é a única história em quadrinhos presente na lista dos 100 melhores romances eleitos pela revista Time desde 1923.


Enfim o melhor quadrinho já escrito chega às telonas, e assim como no quadrinho só agradou a quem sabe apreciar a linguagem! Até mesmo os fanáticos de fãs “Heroes” não conseguem ver de onde surgiu a tão bem bolada trama da 1ª temporada..É isso mesmo, “Heroes “ roubou todos os elementos de Watchmen.


O FILME


Fidelidade,

essa palavra resumiria o filme. Nunca vimos uma adaptação tão fidedigna de uma HQ, para o cinema, as conversas eram quase as mesmas, os cenários, o clima, as passagens, a estética, tudo quase perfeito algumas adaptações temporais foram necessárias, mas, fora isso o filme era a HQ no cinema.


Como eu disse a pouco, o filme só irá agradar quem sabe o que apreciar, na sala de cinema o que se via era rios de pessoas saindo antes do filme acabar, dizendo que não era tão legal quanto “Batman” ou “homem de ferro”. Pois bem, o filme não era uma seção pipoca e quem comprar isso irá sair reclamando...que pena?


Nada, daqui a vinte anos verão que assim como nos quadrinhos esse filme também foi um marco. E pra mim, já é o melhor filme do ano.


Ponto Final.

.


Por Gustavo Nascimento

domingo, 1 de março de 2009

Seres Pensantes?


Massa burra,
massa cega.


Por todas as pessoas se acham diferentes?
Acham que elas não pertencem a massa?
Por que sempre se identificam com os mocinhos dos filmes?
Se acham muito mais parecidas Peter's Parker's do que com os Deadpool's...
Só descobrimos o quanto fazemos parte da massa quando achamos que estamos fora dela,
a massa quer que você pense que é autónomo, que é indepente, que tem vontade própria...
ha Balela! Somos todos frutos desse gigantesco imaginário de indepedência, de que somos livres!

Como somos livres se não podemos ficar um dia sem ler jornais, revistas, sem ligar a tv, sem saber o que está acontecendo no BBB?

Fique um dia com o celular desligado, com a tv fora da tomada, sem internet...e verá o quão preso se tornou as suas antigas ferramentas de extensão corporal...

Estamos presos a idéias, a técnologias, a informação, ao consumismo...somos massa, somos burros, estamos dentro de um mundo em que as pessoas pensam ter identidade, onde pensam ter individualidade, liberdade, conceitos que foram definidos para nos dar uma impressão de que temos poder.

Mas, no fundo ainda estamos na Matrix, e a forma de fugirmos disso é saber que não somos mais seres pensantes e sim seres copiadores de idéias alheias, que são formadas para nos formar...
somos maquinas...

Como fugir a isso??
Simples, dê um defeito no sistema!

Por Gustavo Nascimento

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Um dia perigoso

As sextas feiras podem ser problemáticas, como sempre o ultimo dia de uma semana nos leva os ultimos suspiros de paciência.



Por Gilson S.

Evolution!

Era 1998 quando o Pearl Jam, lança o almbum "Yield e Live on Two Legs"
O album todo era bom (afinal é o Pearl Jam) mas, uma música em si destruía tudo.

"Do The Evolution", como a banda não fazia mais clipes eles optaram em por uma animação,
e foi nada mais nada menos que Todd Mcfarlane, desenhista do Homem-Aranha nos anos 90 que criou o vilão Venom e o personagem Spawn, o criador dessa obra prima!

"Eu estou a frente,
Eu sou avançado,
Eu sou o primeiro mamífero a fazer planos, yeah
Eu rastejei pela terra, mas agora eu estou alto
2010, assista isso ir para o fogo
É a evolução, baby!
É a evolução, baby!
Faça a evolução
Venha
Venha, venha "(Pearl Jam)

ps: Não posto o clipe por causa dos direitos autorais, mas, assitam no youtube

Por Gustavo Nascimento

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Vamos apagar a Luz


No dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, no horário de Brasília, o planeta irá apagar as suas luzes. O Earth Hour, como é conhecido mundialmente, chama as empresas, governos e a população mundial a apagar as luzes durante uma hora. O simples gesto visa refletir sobre o futuro do nosso planeta com o aquecimento global e as mudanças climáticas.

A WWF-Brasil trouxe o movimento pela primeira vez ao Brasil, e a Hora do Planeta, como foi batizado no país, já conta com a adesão do Rio de Janeiro, que é a primeira cidade brasileira a unir-se a iniciativa. A estimativa é que mais de mil cidades e um bilhão de pessoas no mundo também apaguem as suas luzes na Hora do Planeta 2009.

A Hora do Planeta foi realizada pela primeira vez em 2007, quando mais de dois milhões de pessoas em Sidney, na Austrália desligaram tudo. No ano seguinte a participação aumentou para 50 milhões de pessoas em mais de 35 países, e este ano mais de 170 cidades de 62 países diferentes já confirmaram sua participação para a Hora do Planeta 2009.

Vamos nos cadastrar já!!! Hora do Planeta.



Por Gustavo Nascimento

domingo, 15 de fevereiro de 2009

De volta


“Por que, Sr. Anderson? Por que, por quê? Por que faz isso? Por que se levantar? Por que continuar lutando? Acredita que está lutando por algo mais do que sua sobrevivência? Pode me dizer o quê? Será que sabe? Será por liberdade? Verdade? Talvez paz! Será que é por amor? Ilusões, Sr. Anderson. Defeitos da percepção. Criações temporárias de um fraco intelecto humano tentando desesperadamente justificar uma existência sem sentido ou meta! E todas elas são tão artificiais quanto a própria Matrix. Embora só a mente humana pudesse criar algo tão insosso quanto o amor. Deve ser capaz de enxergar, de saber, a esta altura que não pode vencer! É inútil continuar lutando! Por que, Sr. Anderson? Por que persiste?!”(Smith)

Por que eu escolhi!

A segunda chega, e com ela, voltamos para a Matrix.....


por Gilson Sanderes

Sustentávelmente insustentável

Não é de hoje que as progandas da "MTV" se mostram
as verdadeiras críticas da tv brasileira.
Essa série feita com a galera que hoje está no "CQC"
é simplesmente fantástica, ácida e muito bem bolada.









Por Gustavo Nascimento

Comprem, comprem, vendam,.......

"Como foi visto no mundo de 2020
A carne só será vista num livro empoeirado na estante
Como nesse instante, eu tô tentando lhe dizer
Que é melhor viver do que sobreviver
O tempo todo atento pro otário não ser você
Você é a alma do negócio, a alma do negócio é você"
(Nação Zumbi)


Por Gustavo Nascimento

sábado, 14 de fevereiro de 2009

O Curioso caso do ‘macaco da cara vermelha’!


O Curioso caso do ‘macaco da cara vermelha’!


Os Macacos da cara vermelha são seres místicos, oriundos dos paises mouros com mistérios e singularidades comparados a “Elfos” (mas, os macacos ao que parecem teriam o órgão reprodutor), a magos da mitologia inglesa e aos intocáveis botos paraenses, mas, diferente destes, os MCV(vamos chamar assim) existem de verdade.. E eu conheci um.

Eu pude estudar este ser de perto e tentar entender os seus estranhos mistérios ...e por quase um ano de convivência perigosa eu mantive anotações que provariam a todos a sua existência.


segunda-feira, 03, de outubro

O MCV, parece ter por volta dos 30 anos na idade humana, mas, não sei exatamente qual a sua idade real, pois assim como os elfos eles são seres imortais. Sua pele é avermelhada e tem vulcões explodindo a todo instante, não sei o que ele faz no cerrado, mas, ele insisti em habitar aqui, mesmo sem outros da sua espécime por perto...será que existem outros?.... Ele tem curiosas fascinações com criações humanas, e confesso que isso me deixa realmente intrigado.


quarta-feira, 16, outubro

Ele ensina magias e ocultismos, para um bando de seres humanos, todos parecem não entenderem seus ensinamentos, mas, ele insiste em ensinar....


quinta-feira, 23, outubro

Passei a residir perto de seu habitat e comecei a conviver com ele...me fingi ser um discípulo....hoje ele se mostrou grande fã do panda negativo, um vocalista de uma banda de rap, e passou a me chamar de panda... não entendi, mas, preferi ocultar minha duvida...


terça-feira, 08, de novembro

A tv parece lhe divertir como nenhuma outra coisa no mundo, mas, hoje algo estranho aconteceu, ele viu um discípulo que fugiu de seus ensinamentos e estava em uma curiosa dança na tv....ele riu, mas, eu percebi a tristeza em seus olhos, aquele discípulo fazendo um couver da “High School Music” havia lhe desapontado como nenhum um outro ser, aquela dança ao que me parece era uma arte secreta que ele havia ensinado ao seu pimpolho e agora não era mais um segredo apenas dos os dois... Hoje foi triste dia para o MCV...


quinta-feira, 15, de novembro

Seu programa de humor predileto é a novela “os mutantes”, apesar de ele achar real e ficar com medo nas cenas perigosas ele se encanta com essa “Obra de arte”, como ele mesmo chama.... disse que quer ser um membro do “Depecom”...eu não entendi suas observações, mas, não ousei em contrariá-lo..


Domingo, 24, de novembro

Comida instantânea era algo que ele não entendia, e por mais que eu tentasse explicar, ele dizia que isso era coisa do demônio e me satirizava, após isso correu para comer comidas cruas e sem tempero, ele disse que isso sim é coisa boa, era da terra..era do ar.... agora me lembrei de ter visto ele comer 3 pratos de arroz integral (sem ser cozido) com umas hortaliças estranhas e uns óleos que ele havia adquirido em sua expedição ao Pará. Ele insistiu em falar sobre isso, mas, eu apenas olhei, tive medo que ele pudesse fazer algo estranho, esses seres são temperamentais e podem te destruir caso você use as palavras erradas. Foi aí que optei pelo silencio...


terça-feira, 3, de dezembro

Seu banho é algo engraçado, não que ele o fizesse sempre...mas, banhava-se de porta aberta para sentir a correnteza “só assim me lembro do Tibet e dos monges que me ajudavam a me banhar”, então ele me fez um estranho pedido, mas, com sorte escapei de mais este ato estranho...estou com mais medo do MCV, optei em sair e voltar daqui alguns dias ..


segunda-feira, 17, fevereiro

O MCV, voltou de mais uma expedição ao Pará, disse que lá ele encontrou o “príncipe negro”, especiarias para os seus feitiços...trouxe óleos e cremes medicinais, que lhe ajudariam por mais um ano....não sei se consigo mais viver com este ser medonho..


quarta-feira, 3, de maio

A caça, ele se vestiu com roupas estranhas, passou óleos paraenses, fez a barba deixando apenas o bigode e disse ir a caça...tive medo...muito medo... ele me disse que ludibriava suas presas com histórias paraenses e com mitos sobre estradas e flores....como isso funcionaria?...não sei...mas, como de costume optei por não responder...o medo parecia se mostrar cada vez mais latente...


Domingo, julho

Ele trouxe uma ornamentação estranha para casa, uma espécie de vaso com flores...algo meio grego, meio romano...começou a dançar em volta dela, retirou a roupa, e fez preces e cantos.....seus olhos ferveram...ele gritava e exaltava, fazendo triângulos com as mãos, ele começou a falar que as pedras iriam se transformar em pó...que não adiantava escrever os nomes nela.....saltava, gritava....finalmente eu vi ele repetir o gesto de seu discípulo....enfim ele estava fazendo o “Couver” da High School...estava exaltado, xingando, dizendo que a caixa de pandora estava aberta, que o fim do mundo se aproximava.

eu tremi e fugi..quando voltei no dia seguinte ele não estava mais lá....somente as flores de plástico...parece que ele foi para o sul em busca de comida...não sei se irei vê-lo novamente....mas finalmente entendi as flores de plástico...elas faziam parte de sua essência e por isso ele as idolatrava...nunca mais irei ver uma flor de plástico..



por Gilson S.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Friday 13th

Um dia como outro qualquer!
Eu discordo que seja um dia de azar!

Esse mito nasceu na era crstã mas, nem Murph se fundamenta nele, alguns dizem, que o treze é um numero do azar por que 12 é o da perfeição e 13 é o dá imprecisão.

Uma das teorias mais criveis é que foi justamente em uma sexta-feira 13 que Jesus morreu, e por isso esse dia é o dia da má sorte.

Há também uma teoria escandinava explica a superstição. Uma Lenda diz que existia uma deusa do amor e da beleza chamada Friga (que deu origem a friadagr, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, a lenda transformou Friga em uma bruxa exilada no alto de uma montanha. Para vingar-se, ela passou a reunir-se todas as sextas com outras onze bruxas e mais o demônio - totalizando treze - para rogar pragas sobre os humanos.

Também foi numa sexta 13 que Jason “morreu” e bem, todos sabemos o quão ruim isso foi e o tanto de filmes ruins que isso causou, foi numa 13 (de 68) que a ditadura se fez presente com o AI. E coisas do gênero, mas, eu discordo dessa superstição.

sexta-feira 13 é um dia normal como outro qualquer. E para embasar isso vai uma breve descrição o meu dia abaixo!

Sexta-feira 13, fevereiro de 09.
Chuva em Cuiabá, ônibus quebrado, perdi o horário para a faculdade, para a academia, o celular descarregou e pessoas ficaram loucas atrás de mim, minha conta bancária apita dizendo que eu não tenho mais um centavo, a comida queimou, cheguei atrasado ao serviço e meu chefe que no ano todo chegou 3 horas mais tarde que resolveu aparecer pontualmente, o poderoso chefão entra na minha sala (sem que eu veja) e vê minha tela de computador aberta com o Freddy Kruegernela e vê o quanto eu realmente estava “trabalhando”, queimei o dedo da mão, bati o dedo do pé na quina da parede, levei bronca do sindico do prédio pelo barulho da semana passada... Enfim, sexta-feira 13 um dia como outro qualquer, e nada vai me fazer desacreditar nisso!

Por Gilson Sanderes

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Andar

Nenhum vontade me parece fazer parar
Nem a minha incredulidade
Nem a minha aversão a minha própria imagem
Fracasso? Acaso?
Tudo rima com descaso...
As pernas parecem se mover por vontade própria
Sabendo que elas tem que se moverem por algum motivo,
A mente fraca demais para brigar com as pernas, parece anestesiada
A palavra mais condizente seria entorpecida!
Sim, sedada, esperando o próximo baque, o próximo deslize, o próximo vacilar
Ela não quer mais respirar e se revolta contra as próprias pernas, quando vê que está brigando contra todo o organismo, todos querem continuar. Desistir não parece uma opção, mas, ela esta tão cansada....Tão desmotivada, tão abatida....
Nessa hora os pés falam em um tom de seriedade, que os anos de caminhos lhe mostraram:
- Apenas ande! O resto, deixe para estrada, ela curará....
Então, quando eu vi, já estava correndo.


por Gilson Sanderes